quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Nunca tive vergonha de mostrar meu interior,sempre achei que me daria mal por ser tão transparente com os homens,com as mulheres tambem sou porem não me apaixono por mulheres,nada contra.Eles sim, me agradam muito,as vezes me fazem querer morrer.
O que a gente ganha se apaixonando?não sei mas quando me apaixonei reconheci aquele sentimento pois eu jamais havia sentido algo parecido.Forte,sufocador,feri a alma da gente, nos deixa vulneraveis,burros.Mas eu não queria morrer sem ter experimentado aquelas sensações,um misto de raiva,ciumes,excitçao,suor,depressão,alegria,praser,dor,ternura,
ódio,posseção,ensiedade..enfim
tudo o que nos mantem vivos porem numa escala muito maior,tudo rodando no turbilhão que virou a minha mente desde o dia em que dei conta de que eu nunca mais viveria da mesma forma depois de você.Enfim eu ja desconfiava que sairia despedaçada,mas eu ja estava ali e me defender seria inútil,nadfar contra corrente,por que então não me entregar e ja que eu me machucaria então que fosse de verdade,como poucas coisas são nessa vida.E lá fui eu pulando de alegria,com uma dor constante dentro do peito como uma pessoa que tem uma doença incuravel e sabe que vai morrer em pouco tempo,eu sabia que iria morrer então eu queria aproveitar tudo até os momentos ruins,os bons momentos era como um bálsamo pra minha dor,me fazia esquecer de aquilo tudo teria um fim.O cheiro grudado na camisa suja jogada no chão do banheiro matava minha saudades durante o dia,perto da hora em que ele ia chegar minhas mãos suavam e meu coração disparava,mesmo depois de toda intimidade e algum tempo juntos.talvez eu fosse mesmo obsecada por ele,mas tudo fazia sentido quando ele estava perto,quando me tocava e fazia de conta que não se importava,quando me olhava e me ordenava que eu tirasse a roupa,com toda a autoridade que eu havia lhe dado sobre mim.As conversas em que eu tentava convence-lo de que ninguem poderia ama-lo mais do que eu,os trejeitos,idiossincrasias,defeitos ,qualidades enfim tudo o que fazia daquele homem a tradução do eu havia conhecido de melhor nessa vida.O homem para o qual entreguei tudo o que sou,sem medo,sem pudor,sem olhar pra trás e por mais que isso tenha me custado eu Jamais me arrependi de nada,nada mesmo,faria por ele hoje se eu pudesse tudo denovo,não tenho medo da intensidade da minha paixão e acho que nem todo mundo tem essa coragem,mas cada um se defende com as armas que tem.Como eu disse no inicio é impossivel saber como será o fim de uma historia e até mesmo nas piores situações ,aquelas que achamos que não sobreviveremos,essas mesmas,sempre que quisermos nos levantar,levantaremos,podemos optar por alimentar o nosso lado mal,a fera que existe em nós,mas tambem podemos optar por alimentar os nobres dentro de nós,e é nobre ver a pessoa que amamos sair pela porta deixando aquele vazio morbido e se levantar pra contar o que sobrou. É nobre assistir a vida de quem se ama de longe e torcer pela felicidade.Assim sabemos quando se ama alguem de verdade e automaticamente o que se ganha com isso:um monte de lembranças que com o tempo não machucam tanto e confortam,em dias em que as saudades nos tiram a paz.Lembrar é o conforto e aprova de que um dia fomos felizes juntos.

Um comentário:

  1. "Era o princípio de um precipício!"


    belas palavras
    em meia tanta tristeza!

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